Simplício de Holanda – por José Miranda, jornal O Lidador, 3 de novembro de 1956, editado por Walmar Andrade.

Ninguém na Vitória de Santo Antão da velha guarda desconhece a expressão que teve na vida política da cidade, no Império e na primeira República, os Holanda Cavalcanti.
Família de tradição não só socialmente e não só na esfera da cultura, como também na política. Dela saíram expoentes literários e artísticos, algumas das quais em registros imortais na história da nossa cultura.
Poetas como Olinda Cavalcanti e Agostinho de Holanda. Martha de Holanda, sem deixar rimas, sem nunca ter feito um verso nem mesmo nas suas mais afetivas elocubrações de namorada. Todos conhecemo-la, na sua vida intelectual, autêntica poetisa, pela melodia e ritmo das produções de letras.
Família de tradição na cultura e na política também.
O antigo regime não passou sem o concurso dos Holanta Cavalcanti nos partidos Conservador e Liberal, dois que eram apenas. Atuavam tanto nos pleitos, eleições de vida ou morte como se diz à boca das urnas, quanto nos cargos públicos a cujos desempenhos lhes confiavam os governantes.
Contam-se, ainda com pesar, os tristes acontecimentos eleitorais. Não só da Hecatombe do Rosário, página das mais lúgubres e vergonhas dos anais políticos de Vitória, mas também da eleição para o primeiro prefeito republicano, em que eram candidatos José Xavier de Morais e José de Barros de Andrade Lima. O primeiro vindo das hostes conservadoras e o segundo, do Partido Liberal.
Há nessa história, que cada vitoriense daquele tempo conta a seu bel prazer e lhe dá as tintas de acordo com o seu modo de ver, um bocado de influência de um Holanda Cavalcanti [Alexandre José Maria de Holanda Cavalcanti, avô de Simplício, eleito subprefeito de José de Barros de Andrade Lima em 1892]. Influência orientada, naturalmente, pelo interesse de ser útil à terra, dotando-a do governo que a achava merecer.
A Revolução Dantista, que se operou em Pernambuco em fins de 1911, encontrou a família Holanda Cavalcanti coesa em torno do seu chefe e amigo aqui no município, Antônio de Melo Verçosa [marido de Emiliana de Holanda Leite]. Nenhum deixara o seu posto de honra nas fileiras do marretismo.
Nestor de Holanda [subprefeito de Vitória em 1903] era, nesse tempo, membro da família atuante na vida partidária local. Uma espécie de ponto de apoio. Bem relacionado de maneiras agradáveis, sugestivas, dando-se com todos. Fazia da sua Farmácia Popular um centro de reunião onde se encontravam desapaixonados políticos dessa e daquela facção, desse e daquele lado.
Se Antônio de Melo Verçosa tinha, ali na calçada da farmácia, o tabuleiro de gamão sobre os joelhos, pelas tardes dos dias úteis, não menos acontecia com José de Barros de Andrade Lima.
Enquanto Antônio de Melo Verçosa jogava gamão com Nestor de Holanda ou com qualquer outro político ou comerciante, aperuava (como se costumava dizer) de lado, fumando o seu charutinho, dizendo as suas piadas, as suas humoradas, Simplício de Holanda.
Eu o conheci de perto em 1920. Tinha uma loja na rua do Barateiro, uma loja de fazendas, imprensada entre as oficinas e a redação de O Lidador e o Armazém do Anjo, uma casa de secos e molhados.
Os sábados não lhe pertenciam: os fregueses tomavam-lhe todas as atenções. Nem mesmo a Quintino de Itamatamirim, seu amigo e parente, e com quem fazia política, podia prestar a atenção devida.
Aos domingos, ia à feira de Pombos, onde mascateava. Nos dias úteis, enquanto arrumava as prateleiras, dispunha as amostras e despachava algum freguês que aparecia, fazia política.
O velho comerciante do Barateiro discutia, e com que autoridade!, tanto em rodas na porta de Onofre Teixeira ou Luiz Porto, quanto na porta de Antonio de Mello Verçosa.
Quantas vezes vi-o atravessar a rua da sua loja para a rua da loja Relógio Grande, de seu pai Vicente Maria de Hollanda Cavalcanti, com a boca cheia d’água, de bochechas coculadas.
Era que não lhe convinha falar no momento. Conversador como ele, cheio de conhecimentos das coisas como ninguém, só a boca cheia d’água o salvava das interpelações, dos bisbilhotismos por onde ia passando.
Vitória tem atravessado uma boa porção de crises políticas na república, entre os quais se destaca a de 1926, quando no governo do Estado estava o nosso conterrâneo de saudosa memória José Rufino Bezerra Cavalcanti [Governador de Pernambuco de 1919 a 1923].
No crédito que ao marretismo abriu o governo Manuel Borba, abrindo com o dantismo, quantos dos fiéis à oposição, cansados ou desencantados – os Sebastianistas desagregavam-se da sua resistência de crenças, de esperanças, andavam fora dos apriscos primitivos, ou de princípios!
No pleito municipal de então, o governador José Rufino Bezerra Cavalcanti não se inclinava a reconhecer o direito do legitimamente eleito. A questão do veredito das urnas fez não só retornar tudo aos seu lugares, como acender, como nunca, os morrões.
Não é possível se ir mais longe, em embirras, em perseguições, em hostilidades.
A cidade passou seis ou sete meses sem iluminação, sem limpeza pública, sem nada. Como sem pagar impostos e nem nada receber o funcionalismo, uma vez que os cofres estavam vazios. Viveu Vitória meio ano à toa.
Dois partidos. Um do governo, do manda quem pode. Outro, o da oposição. E a luta persistia. Com a oposição estava a razão, o direito. Com o poder, a força. E nunca o direito submeter-se-ia à força ante a terra ainda independente, ciosa dessa sua qualidade ante o direito de força.
Um terceiro partido fora criado. E teria ele a virtude de intermediário, de superar as dificuldades de um acordo, ou mesmo de se antepor sobre todos os outros.
Coube a Simplício de Holanda Cavalcanti as bases, os alicerces e vigas mestras do edifício político. Quintino, como vários outros que constituíam uma espécie de dissidência do verçosismo, constituíam o estado maior.
Os arautos da nova entidade rumavam, um dia, ao solar do Governador José Rufino Bezerra Cavalcanti. O governador recebe-os no seu velho bom humor e escuta todos com atenção, senhor das atualidades político-partidárias da terra onde nascera e senhor das manhas dos homens e das coisas.
Caboclo da aldeia, o honrado Governador do Estado, pilheriando, pôs no partido o nome de Retame. Ou batizou-o, já que o partido ainda não tinha ido verdadeiramente à pia para a água benta e os santos óleos.
Retame é no banguê o resíduo ou a borra do açúcar, ou ainda o açúcar de qualidade inferior. Para o novo partido, na sua crítica, nome mais adequado encontrava o experimentado agricultor e político que governava o Estado.
E o Remate, o açúcar melaço, não suporta a umidade. Estava a nova organização político-partidária destinada a desaparecer nas primeiras manifestações do inverno da indiferença.
Fora partido de banguê – parece que o governador vira isso. E daí o nome com que o batizara, ou então tomara-o como restos de outros.
Simplício de Holanda, longe de se molestar, ria-se a bom rir, tanto com o batismo do partido, como pelas humoradas, alegres, do velho conterrâneo, estadista de renome que era!
A Revolução de Trinta não o encontrou mais [Simplício faleceu em 16 de julho de 1926, aos 46 anos, dois anos após a morte de sua esposa Elvira]. A morte arrebatou-o bastante cedo, quando muito esperava, ainda, de sua inteligência, de sua atividade, de sua sabedoria política de homem do interior. A sua Vitória!
Além de comerciante e político, fora jornalista. Na direção de O Lidador esteve dois anos e meses, de 1924 a 1926.
Político na ampla acepção do termo, Simplício de Holanda não deixou substituto ou até agora não teve ainda [os dois filhos, Lamartine e Antão, tinham 16 e 14 anos quando ficaram órfãos de pai e mãe]. Da política de aldeia conhecia-lhe as manhas e artimanhas.]
Edição: Walmar Andrade. 

UM CERTO DOMINGO – por Sosígenes Bittencourt.

Um certo domingo, corria o ano de 2010, eu assistia a uma reprise do Conexão Internacional, quando apareceu o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony, sendo entrevistado por Roberto D’Ávila.

Engraçado, disse simpatizar os cínicos, desde Sócrates a Machado de Assis e Jean-Paul Sartre. Disse que há uma diferença entre o escritor e o cronista. O escritor vive no fundo do mar, e o cronista, no aquário. O escritor tem de traçar seu caminho para ser notado, o cronista vive na vitrine. E acabou citando uma frase de Rabelais: “Não tenho nada, devo muito, o resto dou pros pobres.”

Ainda vi, neste programa, o físico Marcelo Gleiser dizer que “A terra pode ficar perfeitamente feliz sem a gente, mas a gente não vive sem a terra.”
Dominical abraço!

Sosígenes Bittencourt

Em evento, AVLAC ratifica o legado de José Tiago de Miranda

Aconteceu na manhã do domingo (13), no Salão Nobre do Instituto Histórico da Vitória, mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. Entre outros assuntos pautados, o ponto alto do encontro foi a “defesa acadêmica” do professor Teófilo José de Sousa Costa Junior.

Na ocasião, o mesmo realçou, defendeu e ratificou o legado do seu Patrono José Tiago de Miranda. Nascido em 09 de junho de 1891, no Sitio Torres, o antonense José Miranda marcou época em nossa cidade.

Dedicou-se, José Miranda, ao mundo das letras. Professor conceituado,  atuou e coordenou, por décadas, o ensino escolar na Vitória de Santo Antão. Poeta na essência, assumiu  o  jornalismo como missão de vida. Foi através do jornal “O Lidador” que se imortalizou  na sua terra e protagonizou, na sua época,  uma das páginas mais bonita da história do jornalismo interiorano do Nordeste brasileiro.

Com 86 anos de idade, o seu filho caçula, Péricles Miranda, hoje, radicado há décadas na cidade de Vitória, capital do estado do Espirito Santo, representado a família, realçou passagens marcantes da vida do pai. Dentre outras revelações, disse: “meu pai sacrificava o orçamento da família para investir no jornal …..” Na ocasião, também elencou momentos de muito  respeito, carinho e exemplos, emitidos por seu pai, exemplos esses, que nortearam a vida de toda família.

Além de um livro,  a família do professor José Miranda, após o evento,   ofertou  um lanhe a todos os acadêmicos e convidados.

SOBRE A BREVIDADE DA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.


O ser humano é um animal sem solução. Ele tem sempre a impressão de que há algo de errado consigo mesmo. Sobretudo quando submetido à angústia de que a morte é o horizonte da vida.
Todo ser humano tem um livro escrito na memória que vai folheando, folheando… Às vezes, desprende um aroma. É o passado intrometendo-se na vida da gente, o passado sempre presente. O passado que se alonga, e o futuro que vai se tornando cada vez mais curto.
A brevidade da vida relembra o poeta romano Horácio (65 – 8 a.C.), agoniado com a fugacidade do tempo: Eheu! fugaces labuntur anni!: Ai de nós! os anos correm céleres.
Tudo que nos mantém vivos, nos mata. Sem o oxigênio, morreríamos; por causa do oxigênio, morreremos. Sem colesterol, morreríamos; por causa do colesterol, morreremos. Se não comêssemos, morreríamos; porque comemos, morreremos. Tudo que nos faz viver corrói a vida. Tudo que auxilia na vida, auxilia na morte.
O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) referiu-se ao tempo de vida: Um minuto de vida é idade suficiente para morrer.
Efêmero abraço!

Sosígenes Bittencourt

Eleição 2026: esquentando e afunilando – só faltam 3 semanas….

Praticamente faltando três semanas para o dia “D” da eleição 2026, nos últimos dias, a pauta negativa do STF vem suplantando os noticiários políticos eleitorais. Se bem observado, há, na contenda dos suas excelências, um “palanque” em cada canetada. Há, também, um pouco de tudo que denigre a imagem da “Casa”. Uma corte suprema não deviria, aqui, acolá ou em qualquer lugar do mundo,  ser questionada por honestidade, muito menos por injustiça.

Na terra dos altos coqueiros, segundo as últimas pesquisas de opinião pública,  divulgadas pela grande imprensa pernambucana, a governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição, segue consolidando-se na dianteira da disputa estadual. Doravante, com o afunilamento da campanha e em função dos debates em que os postulantes estarão  “cara a cara”, certamente o tempo vai “esquentar”, pois os questionamentos envolvendo acusações do famoso “gabinete do ódio” deverá ser  tema relevante.

Com efeito, até o momento, aqui na República da Cachaça, não observamos as postulações com “DNA” antonense empolgadas com a campanha de “mainha”, muito menos com os senadores da sua chapa

André Carvalho, por questões pessoais, eleva o nome de Túlio Gadelha. Por ligação partidária, o Henrique já sinalizou para o nome de Eduardo da Fonte e Socorrinho da Apami  também já confirmou o seu nome.  Foi o que observei, na rua, até agora.

Na outra ponta, por assim dizer, o prefeito Paulo Roberto, e por tabela os seus filhos, já cravaram a chapa completa: é João,  Marília e Humberto.

De maneira geral, políticos só gostam de “levantar bandeiras” quando essas lhes favorecem eleitoralmente. É comum, sobretudo em ambientes polarizados, como estamos vivenciando, esconderem, em suas respectivas campanhas,  ligações que, de certa forma, podem afastar o eleitor mais fundamentalista e raivoso. O Silêncio, nesses casos,  costuma ser a melhor opção…..

Concluindo essas poucas linhas,  vale lembrar: por aqui não tem marinheiro de primeira viagem! É tudo cobra criada…

Portanto,  sabemos  que os  políticos antonenses jogam no campo dos profissionais. Após eleitos, voltarão ao estado natural, ou seja: serão todos governistas, independente do campo vencedor: não esqueçamos das posições  dos nossos ilustres representantes estaduais:  até pouco tempo,  eram todos liderados pelo eminente governador Paulo Câmara.

Augusto do Galeto – por Sosígenes Bittencourt.

Submetido a cirurgia do coração, não resistiu à intervenção. Oriundo de Feira Nova, Augusto do Galeto, veio negociar em Vitória de Santo Antão, sendo muito bem abraçado pela população da terra da heroína Mariana Amália e o escritor Osman Lins.
A vida é feita de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. Ademais, morreremos.
Agora, Augusto, és detentor de um segredo só a ti revelado. Um dia, foste como nós somos; um dia, seremos como tu és.
Requiescat in Pace!
Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Luiz Murat – por Célio Meira.

Perto do mar, em Itaguaí, no oeste da terra fluminense, nasceu, a 4 de maio de 1861, Luiz Barreto Murat. Realizados os exames do curso de de humanidade, obteve, aos 22 anos, na Faculdade de Direito de São Paulo, a carta de bacharel. Estreou, na terra paulista, na vida das letras, conta um biógrafo, ingressando na companhia daqueles que fizeram o “Ensaio Literário”.

Proclamada a República, ocupou, Luiz Murat, o cargo de secretario do presidente Portela, na terra bandeirante, e um ano depois, ao lado de Nilo Peçanha, Urbano Marcondes e de Alcindo Guanabara, sentou-se na bancada dos Constituintes do torrão nativo. E repetidas vezes, voltou à Câmara Federal, representando o seu povo.

Espirito Irrequieto, alistou-se  entre os inimigos de Floriano Peixoto, e à hora que explodiu a Revolução de 93, estava, Luiz Murat, na fileira dos rebeldes. Desencantado, porém, da revolta, por considera-la, dizem historiadores, grave erro político, abandonou as armas e, nobremente, se apresentou as às tropas legalistas. Preso e processado, foi absolvido, conta Verneck, em fevereiro de 1895, na formosa Curitiba.

Jornalista brilhante, e polemista de pulso, fundou, no Rio, “ A Vila Moderna”, grande semanário, enfrentando, em luta memorável, o fascinante Valentin Magalhães, que fizera d’ “A Semana”, a trincheira luminosa de suas batalhas.

Poeta romântico, e inclinado, nos últimos anos à escola parnasiana, publicou, entre outros livros, o “Quatro poemas”, “ A última noite de Tiradentes”, o “Ondas”, que alcançou varias edições, e o “Ritmos e Ideias”, merecendo ataques e elogios dos críticos contemporâneos . Há, na sua poética, lindo versos, se bem que êle fôra, no julgamento de Artur Mota, “rebuscado na forma, e por vezes obscuro”. Quando se fundou, em 97, a Academia Brasileira de Letras, coube, a Luiz Murat, a cadeira nº 1, patrocinada, por seu desejo, pelo espirito iluminado de Adelino Fontoura. Nessa cadeira, senta-se, hoje, o eminente escritor Afonso de Taunay, o herdeiro abençoado do nome aureolado de Alfredo de Taunay, que traçou o “Inocência” e a “Retirada da Laguna”.

Na história da literatura brasileira, o nome de Luiz Murat figura entre aqueles que a elevaram e a enobreceram.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

O 7 de Setembro na Vitória: civismo e memórias.

No feriado nacional do “7 de Setembro”, data que marca a passagem das comemorações alusivas ao “grito de independência” do Brasil, na direção de Portugal, ocorrido há 204 anos, como tradicionalmente acontece nos quatro cantos do País, foi marcado por desfiles cívicos.

Em nossa cidade, Vitória de Santo Antão, as manifestações são sempre prestigiadas pela população. São famílias inteiras que se  juntam para  brindar  o momento, quase sempre motivadas pela participação efetiva de um dos membro no conjunto do desfile.

O dia “D” do desfile seria, por assim dizer, a culminância de todo um trabalho de preparação realizado pelo corpo docente das escolas. Já para as crianças, adolescentes e jovens, sem sombra de dúvida, um dia muito aguardado:  marcante e inesquecível.

Na ocasião, registramos  a passagem da  Escola Municipal Mariana Amália que,  na sua apresentação, entre outras instituições, realizou uma homenagem a AVLAC –  Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –  inclusive, com a participação de várias acadêmicas no desfile.

O “7 de Setembro” na nossa Vitória de Santo Antão, como falamos anteriormente, é um dia de festa: pontuado por civismo e memórias.

Eleições 2026: um mês para o dia “D”.

Hoje, sexta-feira, dia 04 de setembro, distancia-nos, exatamente, um mês das urnas das eleições 2026,  que ocorrerão no domingo, dia 04 de outubro. Doravante, gradativamente, os movimentos de rua serão crescentes e mais constantes. Isso faz parte do planejamento.

Em Brasília, uma “nova” crise que entrelaça os três poderes da república alimenta os noticiários políticos. Nesse momento, quem ganha e quem perde com isso: Lula ou Flávio? Caladinho, Augusto Cury desponta no vácuo. Seria apenas uma ventania ou um furacão capaz de mexer no já precificado 2º turno?

Em Pernambuco, nesse momento, a eleição segue mais animada nos tribunais do que nas ruas e nos debates políticos. Dessa contenda,  de contornos apócrifos,  será possível  saltar  algum  fato novo capaz de mexer no contexto eleitoral? A disputa, no meu modesto entendimento, ainda continua aberta….

Na nossa Vitória de Santo Antão, que nesse inicio de campanha já acolheu, em agenda,  as três postulações mais bem colocadas ao Palácio do Campo das Princesas, podemos dizer que o pleito de 2026 continua morno, bem diferente das tradicionais disputas locais.

Talvez seja o fenômeno das múltiplas candidaturas com  DNA antonense que esteja  pulverizando o sentimento do povo. Será que isso também se refletirá na configuração dos sufrágios nas urnas?

Até o momento, faltando 30 dias para o dia “D”,  nossos “legítimos representantes” que se apresentaram ao julgamento popular, na busca de uma mandato estadual ou federal, vem produzindo o mais do mesmo.  Nas suas respectivas redes, aliás, ambiente propicio à criatividade, não há destaque para se pontuar.

Para concluir, esperamos que na próxima segunda-feira, 07 de setembro,  feriado nacional da independência, as agendas políticas não atrapalhem  os desfiles cívicos locais. Valendo lembrar que, tradicionalmente, o “7 de setembro”, em Vitória,   promove um dos mais concorridos e movimentos  (genuínos) de rua da nossa cidade.