Vida Passada… – Xavier de Brito – por Célio Meira.

No ano de 1868, quando, na Corte do 2º Império, apareceram os bondes, nasceu Eurico Xavier de Brito, que conquistou, na mocidade, a vitória pacifica de ser um dos maiores zoólogos brasileiros. Pobre, iniciou e completou seus estudos, nas ciências naturais, conta um biógrafo, sob a proteção do barão de Capanema, o eminente mineiro que dirigiu o telégrafo nacional, até o dia em que desapareceu o governo da coroa bragantina.

Espirito Liberal, e republicano, Xavier de Brito, ao lado de Lopes Trovão, de Brício Filho, e de outros, batalhou, com ardor, pela extinção da escravatura negra e quando veio a República, ele estava na linha dos vanguardeiros do regime democrático. Desencadeada, em 1893, a revolta da armada, chefiada por Custódio José de Melo, e organizada a resistência de Floriano, servia, esse jovem, carioca, de 14 anos de idade, num cargo de confiança do governo. Era o secretário, informa um historiador, do Coronel Valadão, o chefe de polícia. Mereceu, pelos relevantes serviços prestados à legalidade, o posto de tenente honorário do exército nacional.

Dedicou-se, também, no magistério, ensinando a ler, com humildade, os soldados e os presos da Casa de Correção. Ocupou, durante algum tempo, narra o autor do Galeria Nacional, a direção técnica do jardim zoológico , do Rio, deixando-a, ostensivamente, quando o barão do  Drumond  inventou, naquele logradouro, o célebre “jogo do bicho” que se enraizou na alma e no coração do povo, transformando-se, com o andar do tempo, numa instituição famosa e nacional. Dirigiu a secretaria do Museu Nacional, onde realizou, no domínio da história natural, e especialmente sobre zoologia, brilhantes conferências.

Conta-se que, à semelhança do sábio Frei Leandro do Sacramento, dava lições ao ar livre, à sobra das árvores. Durante os anos em que exerceu a cátedra, escreveu, constantemente, na imprensa do Rio, versando, com sabedoria, assuntos de sua especialidade, deixando, dizem biógrafos, obras inéditas, de acentuado valor cientifico, contando-se, entre essas, aquela que se refere à “Vida e linguagem dos peixes”. Gostava de escrever em estilo humorístico, e e redigiu O Cadête, deliciosa revista, cheia de graça e de ironia.

Morreu moço, no dia 3 de abril de 1903, aos 35 anos de idade. Não conheceu a velhice. Amou a vida e a natureza. E se não falou aos peixes, como Santo Antônio, conseguiu entende-los. Às vezes, em vez de entender os homens, é muito mais interessante entender os animais…

Xavier de Brito, nesse particular, foi um benemérito.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

MARCO AURÉLIO SOBRE A DESONESTIDADE DOS HOMENS – por Sosígenes Bittencourt.

“Se você se surpreende com a existência de homens desonestos, você é um tolo. A desonestidade é uma erva daninha que cresce onde há homens. O milagre é você permanecer reto em meio ao matagal.” – Marco Aurélio

Por isso, reafirmo, ad aeternum: A mulher é um animal melhor do que o homem. Tanto que, quando não presta, é um homem escritinho.

Sosígenes Bittencourt

VITÓRIA DE HISTÓRIA – por Ronaldo Sotero

Na condição de candidato a presidente da República, Juscelino Kubitscheck, (Diamantina MG 12.9.1902- Resende -RJ 22.8.1976), esteve em Vitória de Santo Antão. Almoçou na residência do então prefeito José Joaquim da Silva,(1955-1959), segundo mandato, o primeiro foi de 1947 a 1951, no sobrado da rua Primitivo de Miranda. No exercício da presidência cumpriu promessa de quando candidato, disponibilizando verbas para a construção da Maternidade da Vitória.

Médico, Juscelino Kubitscheck foi o construtor de Brasília. O lema de sua administração foi “50 anos em 5” é uma criação do redator dos seus discursos, o escritor Augusto Frederico Schmidt.

Nos cinco anos na presidência só se ausentou do país quatro vezes: visitou o Panamá, Argentina, Uruguai e Chile.

Quando iniciou seu governo, o Brasil contava com cerca de 60 milhões de habitantes.
Foi eleito com três milhões de votos. Assumiu aos 54 anos de idade.
Período de governo: 31.1.1956 a 31.1.1961.( cinco anos).

LEITURA É MEMÓRIA 

Ronaldo Sotero 

5ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória – sorteio de 2 relógios Garmin

A 5ª Corrida e Caminhada da Vitória está chegando!

E durante o evento teremos o sorteio de 2 relógios Garmin Forerunner 55, da Garmin, uma das maiores referências em tecnologia para corrida.

🎁 Serão dois ganhadores:
* 1 relógio entre os grupos inscritos
* 1 relógio para inscrição individual

Isso só a Corrida da Vitória faz, para valorizar ainda mais os atletas e participantes do evento.

📍 Vitória de Santo Antão – PE
Garanta já sua inscrição e venha fazer parte dessa grande festa da corrida!

Para mais informações: 9.9198.0437

BRASIL, PAÍS DO FUTURO – por Sosígenes Bittencourt.

Brasil, País do Futuro é um livro, de 1941, do autor austríaco Stefan Zweig, que retrata o Brasil como uma nação promissora e pacífica, apavorado com o nazismo alemão. A decepção foi tão grande que se suicidou com a esposa, um ano depois, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Outrossim, se quebra o cimento do túmulo e anda pela noite, se mata outra vez.

Sosígenes Bittencourt

AVLAC – evento marca posse da nova diretoria…

Conforme anunciado,   aconteceu na tarde do sábado (14), no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, a Sessão Solene de Posse da Nova Diretoria da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Na ocasião, além de apresentações culturais e homenagens, os convidados acompanharam o anuncio dos membros da nova diretoria,  para o biênio 2026/2028.

No discurso de posse da nova presidente, acadêmica Christienne Marie Barnabé dos Santos Cavalcanti, carregado de emoção e entusiasmo, a mesma realçou a importância da instituição, nos mais de 20 anos de atuação e, com os olhos voltados para o futuro, prometeu fortalecer e ampliar a interação da entidade com a sociedade.

Ao final, um coquetel foi servido aos presentes com o tradicional corte do bolo, para celebrar mais uma passagem importante da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Corrida Com História – Centenário de nascimento de Elmo Cândido Carniro

Por ocasião da passagem do centenário de nascimento de “Seu” Elmo, ocorrido no sábado, 14 de março de 2026, produzimos um conteúdo para nosso singular projeto Corrida Com História.

A figura de Elmo Cândido Carneiro, falecido em 2016, traduz, na sua plenitude, aquilo que chamamos de responsabilidade social. Chefe de família amado, religioso fervoroso e devotado ao trabalho, “Seu” foi um antonense, com sua sensibilidade,  que  procurou viver servindo coletivamente. Seu nome será sempre lembrado como uma pessoa vinculada às boas causas da humanidade.

Nesse contexto, seus familiares, em forma de placa e carregada de sentimento, produziram uma bonita homenagem que encontra-se fixada em  uma das paredes da residência da viúva, “Dona” Vitorinha Ferrer, como é carinhosamente chamada.

Portanto, com uma postagem do “Corrida Com História”, também deixamos,  aqui, grafado essa celebração, na direção desse grande antonense – Elmo Cândido Carneiro.

Veja o vídeo: 

https://www.youtube.com/shorts/BHkEiQiY8zQ

A medalha da 5ª Corrida da Vitória é um peça valiosa e histórica!!!

Projeto iniciado no ano de 2020, mas interrompido por conta dos efeitos restritivos da pandemia, a Corrida e Caminhada da Vitoria só foi efetivada, de fato, em 2022, quando realizou sua primeira edição.

Sempre valorizando a chamada “Educação Patrimonial”, o evento realçou,  em suas medalhas e troféus,  temas alusivos à história local, como datas comemorativas,  logradouros e monumentos.

Em 2026, por ocasião da passagem dos 400 anos de fundação do nosso torrão, a 5ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória, através das medalhas e troféus, simbolicamente, ao estampar uma réplica do que teria sido  a primeira capela, construída em solo antonense, dedicada ao Glorioso Santo Antão, padroeiro da cidade, sublinha contornos históricos na imperiosa  linha do tempo.

Assim sendo, após  concluir  a prova, o atleta não só estará colocando uma medalha de corrida no peito, mas sim,  uma peça  valiosa que conta a história de uma das cidades mais importantes de Pernambuco e do Brasil.

5ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória

Dia 26 de abril, a partir das 5h – Praça da Restauração – às 5h

Como participa?

Inscrições: 

Pelo site: www.uptempo.com.br

Presencial: Loja Monster Suplementos – Matriz

WhatsApp – 9.9198.0437

 

BIBLIOTECÁRIO-O GUARDIÃO DA CULTURA – por Ronaldo Sotero.

Neste dia 12 de março em que se comemora o Dia do Bibliotecário, a homenagem aos que zelam pela vida da maior riqueza humana: o livro. A data homenageia o bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre, que nasceu em 12 de março de 1882.

Em 1906, depois de concluir seu curso de Engenharia, fez aperfeiçoamento em eletricidade nos Estados Unidos. Lá conheceu o bibliotecário Melvil Dewey, que o fez despertar o interesse na profissão.

Aos 33 anos, obteve o primeiro lugar em concurso para bibliotecário do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1947 trabalhou na Biblioteca Nacional e depois assumiu a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil.

Desde 1980, o dia é comemorado oficialmente. O presidente João Figueiredo assinou o decreto 84.631, em 9 de abril.

Ronaldo Sotero. 

INVENÇÃO EM TORNO DA MINHA MORTE OU O VERBO MORRER-ME – por Sosígenes Bittencourt.

É tanta invenção em torno da minha morte, que inventei o verbo “Morrer-me”. Verbo que não pode ser conjugado em todas as pessoas.
É assim: tu me morres, ele me morre, vós me morreis, eles me morrem. Por quê? Porque nem eu morro nem ninguém tem coragem de me matar. Então, eu não sou morto, sou morrido.
Bom frisar que morrer de mentira faz mais sucesso do que morrer de verdade, não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.
Portanto, todo mundo morre, mas, comigo, é diferente, todo mundo “me morre”.
– Sosígenes, você andou morrendo?
– Não, meu nobre, andaram “me morrendo”.
Ressuscitado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Alfredo de Castro – por Célio Meira.

Nasceu, na cidade do Recife, em 1878, Alfredo de Miranda Castro. Inteligente, poeta inspirado e jornalista, recebeu, aos 21 anos de idade, na Faculdade de Direito do Recife, a carta de bacharel, pertencente à turma de Bento Américo, notável prosador “sem verbo” e professor de direito, de Euzébio de Andrade, políticos das Alagoas, de Turiano Campelo, jornalista e político ardoroso, de Odilon Nestor, poeta de fina sensibilidade e professor daquela escola, e de Tito Rosas, o grande e malogrado advogado.

Na “Revista Contemporanea”, a trincheira de Teotônio Freire, de França Pereira e de Marcelino Cleto, traçou Alfredo Castro, crônicas maravilhosas e versos apreciáveis. Espirito brilhante, escrevendo em bom vernáculo , cêdo, conquistou, esse ilustre recifense, o aplausos  das rodas literárias.

Ingressou na magistratura do estado do Ceará, ocupando o cargo de juiz de  órfãos na comarca do Aracati. Deu-lhe, o governo federal, em 1905, o alto posto de procurador geral da República, na terra cearense.

Não se insulou, Alfredo de Castro, com a responsabilidades desse cargo, na ciência jurídica. Ligou-se, a esse tempo, conta Mário Linhares, poeta de raça, autor do “Florões”, a um grupo literatos de grande relevo, e entre esses, Álvaro Bomílcar, Fiúza de Pontes e de Álvaro Martins, que era o infatigável Policarpo Estouro da Padaria Espiritual, mantendo Alfredo de Castro, nessa companhia faiscante e amável, posição destacada.

Fez no “República”, oficina aguerrida de Antônio de Arruda, narra o brilhante escritor do “Poetas Esquecidos”, sua tenda luminosa de trabalho. Teve reputação firmada, e honrosa, na coluna da crítica das letras e das artes. Colaborou, também, a esse tempo, na revista “Heliópolis”, publicada no Recife, por um grupo de sonhadores.

Honrou, esse recifense de apreciadas qualidades  morais e intelectuais, a justiça, a literatura e o nome de Pernambuco. Morreu moço, ainda, aos 53 anos de idade, no dia 1º de abril de 1926, em Fortaleza. Finou-se nesse dia, o delicioso poeta do “De sonho em sonho”.

Pertence, Alfredo de Castro, à galeria dos poetas ilustres de Pernambuco.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

Em Vitória, fogo amigo “queimando” a governadora Raquel Lyra.

Para quem acompanha os noticiários políticos do estado,  já devem ter  observado que os embates, dentro e fora dos bastidores,  estão ganhando escala. Os grupos políticos liderados pela governadora Raquel Lyra e pelo prefeito do Recife,  João Campos,  estão em pé de guerra.

Quando essa “guerra” transita pelo espaço das realizações das obras e ações públicas,  para realçar quem fez mais, convenhamos que o ambiente belicoso pode até favorecer, momentaneamente, a população, sobretudo a camada mais necessitada, quase sempre dependente da “mão” governamental.  Mas as vezes, engrenagem e disputas políticas, “travam” determinadas ações que impactam, negativamente, essa mesma população,  ávida por algum refrigério público.

Pois bem, dias atrás, conversando com um “ator” político da nossa terra, tomei conhecimento que os aliados da governadora Raquel Lyra na Vitória de Santo Antão, estão se utilizando dos seus respectivos prestígios, para não deixar um novo espaço da APAMI funcionar. Detalhe: segundo esse mesmo “ator” existe dezenas de leitos e toda uma estrutura pronta, mais o governo do Estado não autoriza funcionamento.

O curioso é que a governadora Raquel Lyra, que continua carecendo de ações positivas em sua administração, sobretudo na área da saúde, para avançar no processo da sua reeleição, esteja confiando cegamente nos seus aliados antonenses, para aceitar esse tipo de barganha.

Na política, nas engrenagens  governamentais  e nos processos eleitorais existe, concretamente,  o chamado “fogo amigo”.

Se todo esse “travamento”, que esse “ator” político revelou-me,  for  realmente verdade, fica-nos pelo menos uma dúvida: será mesmo que os aliados da governadora Raquel Lyra, em Vitória de Santo Antão, estão jogando para melhorar ou piorar a  imagem do  governo?