Em ano de eleições gerais a agenda política nacional ganha contornos mais realistas. Como diz o pensador: “o teatro é para todos, mas a verdade é para poucos”.
No plano nacional, o “caso Master” segue revelando que a corrupção não é exceção, é a regra. Comunga com o executivo, legislativo e o judiciário. Dos que alardeiam ideias conservadoras aos que levantam bandeiras esquerdistas, passando, sem nenhum pudor, pelos que deveriam pautar o regramento constitucional.
Com efeito, os atores políticos, de olho no voto, sofrem para manter-se equilibrados na sempre desafiadora gangorra do poder.

Em Pernambuco, a hora da verdade da governadora Raquel Lyra chegou. Eleita em 2022 por um capricho dos deuses, em 2026, não terá vida fácil, diante de um opositor – João Campos – consistente e competitivo. A “caneta” da governadora continua sendo o seu maior cabo eleitoral, mas, mesmo assim, ainda não conseguiu calibrar o seu discurso político. Em algumas equações, a mesma vem adotando o caminho do silêncio, algo que funciona, quando o julgamento popular (urnas) não está na ordem do dia. Mesmo depois de 4 anos no poder, ainda não conseguiu ganhar corpo eleitoral próprio. Mas é bom que se diga: já esteve em situação pior….

Na nossa Vitória de Santo Antão, o quadro político segue em marcha crescente de ebulição. Cada qual acelerando o motor, nos seus respectivos ativos: quem tem discurso, fala. Quem tem estrutura, arregimenta.
Com seis candidaturas consistentes à ALEPE, com domicilio eleitoral antonense, podemos dizer que nas rodas políticas locais há um sentimento de expectativa. Dizem, com a faca nos dentes, os que estão na folha de pagamento da prefeitura: “Túlio vai “engolir” os votos de Joaquim”. Já as “viúvas de Elias Lira”, rebatem: “o povo não tolera traidores”.

Já no o campo dos “Querálvares”, a expectativa é que a “Pantera Cor de Rosa” (Socorrinho), como fala os mais antigos, suplante, na soma dos votos locais, o sobrinho-neto, Aglailson Vitor.

Bem votado na cidade, no pleito de 2022, André Carvalho, é sempre uma aposta de futuro. Já na outra ponta, o deputado Henrique Filho, que deve renovar o mandato com certa facilidade, na Vitória, onde já foi vereador e vice-prefeito, dizem os entendidos, será o menos homenageado com os sufrágios antonenses.
Para finalizar, ainda segundo os “cientistas populares” da Vitória de Santo Antão, o palanque da governadora, em Vitória, ficará pequeno para tantos apoios. Já para o palanque da Frente Popular, apenas o prefeito Paulo Roberto se apresentou. Fica a pergunta: qual candidato ao governo será mais votos na terra abençoada por Santo Antão: João ou Raquel?

































