Vida Passada… – João Pedro – por Célio Meira.

Na vila risonha de Guimarães, plantada à margem do rio Pirucuman, ao norte do Maranhão, no dia 30 de março de 1820, nasceu, João Pedro Dias Vieira, que seria, com o andar do tempo, uma das grandes figuras no mundo político brasileiro. Na antiga cidade de São Luiz, fez o curso de preparatórios, matriculando-se no Curso Jurídico de Olinda. Não recebeu, porém, a carta de bacharel, no famoso mosteiro de São Bento. Foi recebe-la, na Escola de São Paulo.

Diplomado, regressou à terra natal, e ingressando na magistratura, exerceu na capital maranhense, a promotoria de justiça. Representou, também, informa um biógrafo, o ministério público, na comarca de Itapicurú-Mirim. Fascinou-o, esse tempo, a política partidária, e o povo do Maranhão, nas urnas livres lhe deu uma cadeira de deputado, na Assembleia da Província.

Governou, aos 35 anos, com honestidade e justiça, a província do Amazonas, e dois anos decorridos, conferiu-lhe, essa terra formosa do extremo norte, o mandato popular, na Câmara Geral. E aos 41 anos, teve a honra de representar p torrão nativo, no Senado Imperial.

Homem culto, e patriota, orientado pela prudência, no dizer do ilustrado historiador do “Galeria Nacional”, mereceu, João Pedro, em 1864, o elevado cargo de ministro. Substituiu, no gabinete Zacarias de Góis, o conselheiro Pais Barreto, eminente pernambucano, na pasta do Estrangeiro. Nesse ano, no gabinete Furtado, dirigiu essa pasta, servindo, mais uma vez, ao governo da Coroa e à Pátria.

Deputado, chefe do governo, senador e ministro, foi, João Pedro, nesses postos de confiança do povo de do poder público, homem respeitável. Tinha a noção exata do cumprimento dos deveres, e cumpria-os, austeramente, pondo acima dos interesse pessoais, e das conveniências dos partidos políticos, os negócios públicos. Pertenceu à família numerosa dos estadistas do 2º Império.

Em 1870, recolhido, já, à vida privada, faleceu João Pedro, aos 50 anos de idade, em extrema pobreza. Morreu, porém, sereno, firme na sua fé e confiante na justiça dos homens.

Foi honesto. Teve grandezas e honrarias. E finou-se tranquilo, na humildade. Os humildes, na Terra, está nos Evangelhos, serão os exaltados no Céu.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

5ª Edição da Corrida da Vitória – virada do 1º lote acontece sexta (27).

5º Corrida e Caminahda da Vitória 🏅

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Diz a música: a Saudade tá na rua, é festa a noite inteira…….

O que a gente viveu não foi só um evento… foi sentimento. 💛🎭

A Saudade mais uma vez mostrou que tradição, alegria e emoção caminham juntas. Cada fantasia, cada sorriso, cada abraço e cada música cantada em coro fizeram dessa edição um momento inesquecível.

Foi lindo ver famílias reunidas, amigos celebrando e gerações diferentes compartilhando a mesma energia. Porque não é só sobre Carnaval… é sobre pertencimento, memória e aquela alegria que aquece o coração.

Que venham os próximos encontros, mais histórias pra contar e mais momentos pra guardar na memória.

Porque na Saudade, a Gente Brinca Melhor. 💙✨

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Feliz Ano Novo!!!

Para muitos, como se diz no popular, “Feliz Ano Novo!”. A expressão, que para outros tantos é algo sem cabimento, realça que no Brasil o ano só começa,  “de verdade”,  após o carnaval.

O ano de 2026 chega e segue montado numa espécie de foguete do tempo. O carnaval já se foi, o São João já está batendo na porta, a Copa do Mundo é logo ali e as eleições gerais já está na ordem do dia. Diga-se de passagem: ainda não encerramos a de 2022, travada entre Lula e Bolsonaro.

No País do carnaval, é vida que segue….Vamossimbiraaaaa

MENTIRAS ESPETACULARES – por Sosígenes Bittencourt.


A minha geração sempre foi alvo de duas mentiras espetaculares: O Brasil é o país do futuro, e o mundo vai se acabar. O “futuro” seria a “prosperidade”, e o mundo iria ser engolido por uma coivara de fogo, ou inundado por um gigantesco maremoto. O futuro não chegou, o mundo não se acabou, e a gente se acabando.

Sosígenes Bittencourt

Evandro Cavalcanti – por @historia_em_retalhos.

21 de fevereiro de 1987.

Manhã de um dia de sábado, dia de feira livre na cidade de Surubim/PE.

Há exatos 39 anos, o jovem advogado Evandro Cavalcanti dirigia-se à sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Surubim, onde atuava, para participar de uma assembleia, quando foi interceptado por pistoleiros que retiraram a sua vida mediante a deflagração de oito disparos de arma de fogo.

No momento em que foi assassinado, Evandro caminhava pela Avenida Oscar Loureiro, ao lado de sua esposa Jucilete e de uma filha criança.

O crime foi uma retaliação a denúncias feitas pelo advogado contra proprietários de terra da região, então marcada por violentos conflitos fundiários.

Formado em Direito, Evandro advogou para os trabalhadores rurais durante doze anos, muitas vezes, sem cobrar nada, atuando como advogado de quatorze sindicatos da região.

Foi um grande defensor do direito ao acesso legítimo à terra, sendo lembrado, até hoje, como um mártir da luta agrária em Pernambuco.

Durante a sua trajetória, também atuou na vida política.

Em 1974, participou da campanha de Marcos Freire para o Senado.

Em 1982, foi eleito vereador de Surubim, pelo então MDB.

No ano de sua morte, a pauta da reforma agrária estava muito acesa em Pernambuco, porque se vivia a expectativa do início do segundo governo de Miguel Arraes.

Uma das grandes vitórias conseguidas por Evandro foi a desapropriação da Fazenda Tabu, em Surubim/PE.

Charles Farias Guerra e José do Rego Neto, proprietários de terras na região, e Severino Sinval, que teria intermediado a contratação dos pistoleiros, foram indiciados e condenados.

O local exato em que Evandro tombou morto é conhecido até hoje em Surubim como a “Cruz de Evandro”.

Evandro Cavalcanti perdeu a sua vida por defender os mais pobres e vulneráveis.

Como disse o padre Marcílio, no ano de 2025, caso tivesse cuidado apenas de seus interesses particulares, estaria vivo até hoje.

À memória de Evandro Cavalcanti, mártir da Reforma Agrária em Pernambuco, eu dedico este retalho de hoje.
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Carnaval 2026 – três dias de Girafa nas ruas da Vitória….

Desfilando três dias no carnaval antonense – domingo (15), segunda (16) e Terça (17) – a Agremiação Carnavalesca A Girafa comanda a festa no horário da tarde, no corredor da folia. Com o Trio e Banda Asas da América o bloco produz um verdadeiro arrastão de folião.

Segue, abaixo, algumas das imagens,  registrada,  em dias diferentes,  do desfile da GIRAFA.

Joel e Lurdinha serão eternos em nosso carnaval!!!

Casal querido por toda sociedade antonense, Joel e Lurdinha, receberam os mais calorosos parabéns pela homenagem recebida. Aliás, justíssima. No quadrante carnaval, o referido casal se configura numa das melhores referências da nossa cidade, nesses  quase 150 anos de folia.

Folião, incentivador, colaborador e carnavalesco o casal – Joel e Lurdinha – contribuiu muito para engrandecimento da nossa festa maior, mas foi no comando do Clube Vassouras O Camelo que as digitais do casal ganharam relevo e se transformaram em marca de amor, trabalho e sacerdócio.

Portanto, “VIVA” para o casal. Joel e Lurdinha serão eternos em nosso carnaval!!