Eleições 2026: aberta oficialmente a “temporada da fantasia”….

Oficialmente iniciada no último domingo (16), a campanha para as eleições gerais brasileiras  (2026) deverá, gradativamente, tomar conta das discursões,  nos mais variados espaços, pelos próximos 70 dias – levando-se em conta o processo do 2º turno.

Para o cargo de presidente da república, levando-se em conta às duas últimas eleições (2018/2022), podemos dizer que estamos empobrecidos – na forma e, sobretudo, no  conteúdo. Ninguém aguenta mais o conjunto de besteirol entre Lula e Bolsonaro. Esses dois projetos dividiram o País com pautas que não resolvem a vida de ninguém. Não soma em nada para o que realmente interessa. Infelizmente, seremos intoxicados, mais uma vez, por esses dois  “pesticidas eleitorais”  de péssima qualidade….

Já para o cargo mais elevado do executivo pernambucano, poderíamos dizer que a disputa ganhou status de clássico. Sem chance para uma terceira via vingar, em 2026, João e Raquel estarão  protagonizando uma disputa que promete fortes emoções. Até o momento, no meu modesto entendimento, a eleição continua aberta.

Em  terras antonenses, até o momento, ainda não assistimos qualquer movimento que mereça algum tipo de registro, por parte do conjunto das candidaturas. Isto é: nada de novo.

Há quem diga que por aqui que  haverá muita tensão, isto porque mandatos de grupos consolidados, em função dos arranjos eleitorais partidários,  estão ameaçado enquanto candidaturas, antes vistas sem musculatura, estão demonstrando algum tipo de viabilidade eleitoral.

Portanto, segue o jogo. Aliás, vale lembrar: essa etapa está apenas começando…..

UM MORTO ANDANDO PELA CIDADE – por Sosígenes Bittencourt.

Amanheço morto na cidade. Tomo conhecimento de que morri logo cedo. Sou um morto muito especial, porque posso negar a minha morte, abrir a porta e sair andando, respirando o ar, rever as ruas, os lugares antigos por onde passei quando criança e que o tempo foi modelando, ora para melhor, ora para pior. Posso perceber, agora, que alguns lugares é que morreram. Caminho com um ar importante pelas ruas, porque posso descrever o que desapareceu. O cheiro do Café São Miguel, as meninas do Colégio Municipal, picolé de mangaba, disco de vinil com o retrato de Carlos Gonzaga, sessões dominicais de cinema, com sabor de ping-pong, Rock Lane a cavalo. Sou um morto que pode contemplar o nojo, a paixão e o tédio dos que me rodeiam e me julgam. Tenho direito a mais um dia, um jantar, telefonar para marcar um encontro. Principalmente, ir ao encontro e praticar, meticulosamente, a arte de dar e receber amor, como na milenar receita de Vatsyayana, o Kama Sutra de todo dia. Sinto-me vaidoso de minha morte. Sem esquife, castiçal, lampejo de vela, coro lúgubre de carpideiras e meu derradeiro desfile, horizontal, pela cidade.
Respondo a alguém que me telefona para saber a verdade: Morrer na boca do povo faz mais sucesso do que morrer de verdade. Não é todo dia que se é um morto andando pela cidade.

Sosígenes Bittencourt

9ª Festa da Saudade: O Sucesso Continua!!!

Dentro da programação anunciada, na noite do sábado (15), aconteceu a 9ª Festa da Saudade – projeto musical com repertório qualificado de entretenimento dançante. No palco, duas apresentações:

Às 22h, iniciou a Banda Pinga Fogo. Formada por músicos locais o grupo “viajou” pelos clássicos  nacionais e internacionais destravando memórias musicais. Apresentação espetacular.

Nos últimos minutos do sábado, a internacional Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos – Super OARA -, cumprimentou os presentes com a seguinte expressão: “vamos dançar Vitória!”.

Com um robusto   e eclético repertório  musical, que agrada a gregos e troianos, o sempre simpático Elaque Amaral comandou a festa até a madrugada do domingo (16).

No salão, além dos casais apaixonados, o evento viabilizou a presença do Grupo de Dança de Salão “Os Pés de Valsa” – dançarinos profissionais que atuam no Clube das Pás do Recife – que movimentou o salão, convidando a mulherada para dançar.

Como o próprio nome diz – Festa da Saudade -, esse encontro social é um evento diferenciado. Celebra a vida, as amizades o encontro e o reencontro de pessoas que estão curtindo a vida com muita sabedoria e alegria.

Em 2027 tem mais uma edição da Festa da Saudade: 10 anos de eventos!!!

Festa da Saudade – Super Oara – próximo sábado.

Já sentindo o “cheiro do sábado”, dia 15 , dia que ocorrerá o evento dançante mais esperado, lá,  no Clube Abanadores “O Leão”,  a partir das 21h, podemos dizer que tudo que a expectativa faz parte do prazer.

No palco, duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo, tocando os clássicos musicais que marcaram gerações. Na qualidade de atração principal, a Orquestra Super Oara, que dispensa apresentação, executará  um repertório que não vai deixar ninguém parado.

Serviço:

9ª Festa da Saudade

Clube Abanadores O Leão

Dia 15 de agosto – às 21h

Reservas de mesa e camarote: 9.9188.3054.

Vida Passada… – Barão de Igarassú – por Célio Meira.

Nasceu Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto, em 1790, na terra pernambucana. Conquistou os preparatórios, no Recife, fazendo depois, nos hospitais, um curso de cirurgia. Tinha 20 anos de idade quando seguiu para o Rio de Janeiro. Matriculou-se na Escola Cirúrgica, alcançando, cêdo, entre os colegas, posição de relevo, pelo brilho da inteligência. Ainda era estudante, e já ensinava, conta o padre Galanti, anatomia e fisiologia aos companheiros que vieram da África, a convite de D. João VI, o Regente da Côroa portuguesa instalada no torrão da América do Sul.

Recebeu, aos 22 anos, a carta de cirurgião, e mereceu a honra de exercer sua profissão na casa do monarca, e na Câmara Real. Assistiu, no ano da independência, ao nascimento da princesa Januária, e dois anos mais tarde,  ao da princesa Francisca. Prestou, seus serviços, profissionais à Imperatriz Leopodina, no dia 2 de dezembro de 1825, quando nasceu o menino Pedro, que subiria,  ao trono, a 23 de julho de 1840, com o nome de Pedro II, depois do famoso movimento da maioridade.

Em 1827, atravessou o atlântico, e obteve, na Universidade de Paris, a carta de doutor em medicina. E seis anos mais tarde, ao tempo da Regência Trina Permanente, regressou à Pátria. Novos triunfos, obteve, Guimarães Peixoto, na vida pública. Dirigiu, alguns anos, narram Pereira da Costa, Sebastião Galvão e outros historiadores, a Escola Médica do Rio, ocupando, sempre, a cátedra de fisiologia. Mestre, foi admirado e amado, por aqueles que o ouviram. Era culto, de palavra fácil e de linguagem elegante.

Estava Guimarães Peixoto, a 23 de fevereiro de 1845, na Alcôva real, quando nasceu D. Afonso, filho de D, Pedro II e por esse fato, informam biógrafos, o monarca de 20 anos de idade, o agraciou com o título de barão de Igarassú.

Homem da ciência e honesto, Guimarães Peixoto não perdeu, nunca, o alto prestígio, na sociedade de seu tempo.

Morreu, esse preclaro pernambucano, no dia 28 de abril de 1846, na Côrte do 2º Império, a quem servira, nobremente. Contava com 56 anos de idade.

Pernambuco não se deve esquecer do nome desse eminente cidadão, cuja memória é um exemplo de trabalho e de sabedoria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

SIMÔNIDES DA SILVA BITTENCOURT – por Sosígenes Bittencourt.


(Na fotografia, as falecidas professora Damariz, minha geratriz, e minha inesquecível tia Ricardina).

É do físico e filósofo francês Blaise Pascal, a síntese do sentimento que desanimou e levou a vida do meu pai: A maior carência do homem é poder fazer tão pouco por aqueles que ama.

Contudo, sua riqueza era dentro do coração, não no mundo. A riqueza invisível e interior do meu pai o identificava, resumida na sentença latina “Homo doctus in se divitias semper habet” (O homem instruído carrega sempre a riqueza dentro de si).

Paterno abraço!

Sosígenes Bittencourt

 

“Seu” Zé Mariano no centro da celebração…..

Programado há meses, sábado (08), aconteceu uma celebração  que teve como finalidade reunir a “netarada”  de “Seu” Zé Mariano de Barros – meu avô paterno. O encontro aconteceu no Restaurante Carnes & Galetos, aqui em Vitória.

Na ocasião,  vários participantes usaram da palavra para realçar a importância e a alegria daquele momento. Alguns primos não se encontravam há décadas.  Ao final do almoço, todos externaram o desejo de uma nova oportunidade de reencontro festivo.